quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Lista de casos de degenerescência de marca

Esta é uma lista de casos de degenerescência de marca, ou seja, uma lista contendo casos em que o nome de uma determinada marca passou a designar o produto de forma genérica, independentemente do fabricante. Cabe notar que a expressão "degenerescência de marca" aplica-se por diversas vezes apenas no âmbito linguístico, não indicando necessariamente que a marca em si tenha caído em domínio público. Nem sempre ainda a degenerescência ocorre de forma homogênea nos diversos países, sendo comuns casos específicos não só no espaço, mas também no tempo. No Brasil, por exemplo, durante as décadas de 1980 90, o absorvente Modess era um caso típico de degenerescência de marca; fato que não se mantém atualmente.


MarcaFabricanteTipo de produtoObservações
Aspirina®BayerÁcido acetilsalicílico sintético-
Band-Aid®Johnson & JohnsonCurativos-
Botox®AllerganToxina botulínica-
Blindex®BlindexVidros temperados para banheiros-
ChesterPerdigão S.A.Alimentos feitos à base da carne de Galo-banquivaHá muitas vezes em que, o galo-banquiva em si (estaja ele vivo ou morto), ou também o peito (em inglês, chest) de frango ou peru são popular e incorretamente chamados de "chester".
ChicleteAdamsGoma de mascar-
Cotonete®Johnson & JohnsonHastes flexíveis com algodões em ambas as pontas para limpar os ouvidos-
Durex(Brasil)3MFitas autoadesivasDegenerescência usada no português brasileiro
Durex(Portugal)Reckitt BenckiserPreservativoDegenerescência usada no português europeu
Fórmica®FormilinePlacas laminadas de plástico fenólico-
Game Boy®NintendoConsole portátil-
Gilete®GilletteLâminas de barbear e/ou barbeadores em forma de "T"-
Isopor®Dow QuímicaPoliestireno expandido-
Jet ski®KawasakiMotos aquáticas-
Listerine®Johnson & JohnsonEnxaguante bucal-
Lycra®INVISTATecidos de poliamida-
MaizenaUnileverAmido de milho-
NylonDuPontPolímeros sintéticosFio patenteado pela DuPont em 1937.
Querosene?Destilados de petróleoMarca desenvolvida em 1846, à época para uso como combustível, pelo geologista canadense Abraham Gesner.
Powerball®DynaFlexEsfera giroscópica-
Ray-Ban®LuxotticaÓculos de sol-
Sal de fruta®GlaxoSmithKlineAntiácidos-
Silvertape®?fita adesiva prateada de alta capacidade-
Taser®Taser InternationalArma de eletrochoque-
Tupperware®Tupperware Brands CorporationVasilha de plástico com tampa-
Trim®TrimCortador de unha-
Teflon®[2]DuPontPolitetrafluoretilenoA marca Teflon® é utilizada irregularmente em inúmeros contextos, uma vez que a DuPont ainda detém o registro para a identificação da resina PTFE, vigente no Brasil através de registro no INPI.
Walkman®SonyToca-fitas portátil-
Xerox®XeroxFotocopiadoras/Fotocópias-
ZíperTalon ZipperFecho ecler-
VelcroVelcroFixador ou Fecho de ContatoUtilizado como genérico, mas ainda assim marca registrada 


...nasce o cumputador

“Digitei algumas teclas do teclado e fiquei chocado! As letras apareceram na tela.” Era um domingo, 29 de junho de 1975, um marco para o computador pessoal. “Foi a primeira vez na história que alguém digitou uma letra em um teclado e a viu aparecer na tela de seu computador, bem na sua frente”, Wozniak disse mais tarde.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

A História do Computador - parte 1

Computar = Contar

Como muitas das grandes invenções da história, o computador não tem um inventor. Essa máquina surgiu e vem sendo aprimorada desde a Idade Antiga, passando por um processo evolutivo tão expressivo quanto sua importância para a sociedade contemporânea.

Tudo começou na necessidade dos povos antigos de realizar contagens.

Assim, quando se chegou ao momento em que tais contagens não poderiam mais ser feitas apenas com os dedos ou pedras, foram sendo arquitetados novos dispositivos que pudessem desenvolver cálculos sem maiores trabalhos.

O Ábaco, a primeira calculadora da História

Muitos povos da antiguidade utilizavam o ábaco para a realização de cálculos do dia a dia, principalmente nas áreas de comércio de mercadorias e desenvolvimento de construções civis. Ele pode ser considerado como a primeira máquina desenvolvida para cálculo, pois utilizava um sistema bastante simples, mas também muito eficiente na resolução de problemas matemáticos. É basicamente um conjunto de varetas de forma paralela que contém pequenas bolas que realizam a contagem.

A Régua de Cálculo

Em 1638, um padre inglês chamado William Oughtred, criou uma tabela para realização de multiplicações muito grandes.

A base de sua invenção foram as pesquisas sobre logaritmos, realizadas pelo escocês John Napier  - que inventara os ossos de Napier; que eram tabelas de multiplicação gravadas em bastão.

A Máquina de Pascal, a primeira calculadora mecânica

Em 1642, o matemático francês Bleise Pascal desenvolveu o que pode ser chamado de primeira calculadora mecânica da História, a Máquina de Pascal.

Seu funcionamento era baseado no uso de rodas interligadas que giravam na realização dos cálculos. A ideia inicial de Pascal era desenvolver uma máquina que realizasse as quatro operações matemáticas básicas, o que não aconteceu na prática, pois ela era capaz apenas de somar e subtrair.

(A primeira máquina de verdade foi construída por Wilhelm Schickard (1623). Essa máquina foi perdida durante a guerra dos trinta anos. Durante muitos anos nada se soube sobre essa máquina, por isso, atribuía-se á Pascal a construção da primeira máquina calculadora)

Alguns anos após a Máquina de Pascal, em 1672, o alemão Gottfried Wilhelm Leibniz, que também inventou o cálculo, conseguiu o que Pascal não tinha conseguido: criar uma calculadora que efetuava a soma e a divisão, além da raiz quadrada.

Programação Funcional

Em todas as máquinas e mecanismos apresentados, as operações já estavam previamente programadas, não sendo possível inserir novas funções. Contudo, no ano de 1801, o costureiro Joseph Marie Jacquard desenvolveu um sistema muito interessante nesta área.

A indústria de Jacquard atuava no ramo de desenhos em tecidos, tarefa que ocupava muito tempo de trabalho manual. Vendo esse problema, Joseph construiu a primeira máquina realmente programável, com o objetivo de recortar os tecidos de forma automática.

Tal mecanismo foi chamado de Tear Programável, pois aceitava cartões perfuráveis com entrada do sistema. Dessa maneira, Jacquard perfurava o cartão com o desenho desejado e a máquina o reproduzia no tecido.


A Máquina de Diferenças

No ano de 1822, foi publicado um artigo científico que prometia revolucionar tudo o que existia até então no segmento. O seu autor, Charles Babbage, professor de matemática em Cambridge, afirmou que sua máquina era capaz de calcular funções de diversas naturezas (trigonometria, logaritmos) de forma muito simples.Esse projeto possuía o nome de Máquina de Diferenças.

Sua parte principal seria um conjunto de rodas dentadas, o moinho, formando uma máquina de somar com precisão de cinquenta dígitos. As instruções seriam lidas de cartões perfurados. Os cartões seriam lidos em um dispositivo de entrada e armazenados, para futuras referências, em um banco de mil registradores. Cada um dos registradores seria capaz de armazenar um número de cinquenta dígitos, que poderiam ser colocados lá por meio de cartões a partir do resultado de um dos cálculos do moinho.

Junto com Babbage, trabalhou a jovem Ada Augusta, filha do poeta Lord Byron, conhecida como Lady Lovelace. Ada é considerada a primeira programadora da história, projetando e explicando, a pedido de Babbage, programas para a sua máquina. Ada inventou os conceitos de subrotina, uma seqüência de instruções que pode ser usada várias vezes; de loop, uma instrução que permite a repetição de uma sequência de instruções, e do salto condicional, instrução que permite saltar para algum trecho do programa caso uma condição seja satisfeita.


Ada Lovelace e Charles Babbage estavam avançados demais para o seu tempo, tanto que até a década de 1940, nada se inventou parecido com sua máquina. Até essa época foram construídas muitas máquinas mecânicas de somar destinadas a controlar negócios (principalmente caixas registradoras) e algumas máquinas inspiradas na calculadora diferencial de Babbage, para realizar cálculos de engenharia.